Seria muito bom se a nossa vida fosse parecida com a memória de um computador. Poderíamos esquecer com facilidade um acontecimento trágico jogando-o na lixeira e depois excluindo-o permanentemente da nossa memória. Se nós não sabemos onde está aquela velha caneta, basta olhar no histórico para olhar os lugares que você visitou e assim descobrir onde a deixou. Teríamos o poder de lembrar das coisas mais rápido, poderíamos visitar qualquer lugar do mundo sem mexer as pernas, a comunicação não teria fronteiras, (não, isso não é uma propaganda da Tim) enfim, tem o seu lado bom.
Mas, como diria Brás Cubas, tudo tem dois lados. Se nós fossemos máquinas, onde ficariam guardados os nossos sentimentos? Seríamos apenas seres inertes, sem a capacidade de mergulhar na poesia profunda que os sentimentos escrevem. Bom mesmo é ser humano, ter defeitos, poder sentir o vento soprando o nosso rosto, poder sorrir sem fazer nenhum esforço, poder perceber outros humanos. Os computadores podem ser úteis, práticos, rápidos. Eles que me perdoem: não há nada melhor do que ser de carne e osso.